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Não foi pra frente: nD, o portátil dos indies

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Dando continuidade e encerrando nossa série de posts sobre projetos que não seguiram adiante, venho falar desta vez de um console. Sim, eu sei, prometemos falar apenas de jogos, mas na busca por projetos que nós da redação do blog conhecemos, acabamos lembrando de um projeto que parecia muito promissor e repercutiu na época de seu anúncio, mas nunca saiu do papel, não chegou às lojas e nem interessados em saber o que aconteceu. Falamos hoje do nD, o que seria O ULTIMATE EXTREME PORTÁTIL DOS INDIES Ò.Ó!!!1
Se você procurar pelo termo nD na internet, não vai encontrar muita coisa, principalmente sobre este que parecia ser o console portátil revolucionário para os developers de jogos indies e também para os fãs de jogos de baixo orçamento.
O tal design do nD
As notícias que falam do console datam de julho de 2011, o que é muito tempo. A meta do nD handheld era a seguinte: ser uma plataforma onde qualquer um pudesse publicar seus jogos. Na época, os criadores disseram que ele seria vendido a preço de custo: US$ 10, ou US$ 19,90 acompanhado de um jogo. Claro, em 2011 o nD ainda era um protótipo, mas a promessa é de que as especificações dele seriam essas:

•LCD de 2.5” com 320×240 de resolução.
•Processador ARM de 400MHz
•16/32MB de RAM
•Conexão Wi-Fi para multiplayer local e internet
•Memória interna de 2GB, sem suporte a cartões de memória
Firmware baseado em Linux e open source

Note que a ultima linha está em negrito. Mas, por qual motivo? Simples: firmware open source. Com um hardware modesto e um firmware que tornasse fácil a programação certamente não haveria prodígios e jogos pesados, mas muitas possibilidades existiam. Podemos citar emuladores (lógico) de consoles como SNES, Genesis e outros (ports de jogos antigos pra PC também seriam viáveis, não? ). Também não devemos esquecer de como seriam feitas as vendas: através de um market próprio para o nD, que poderia ser acessado através do próprio console ou por PC (fazendo a transferência de jogos utilizando um cabo USB que acompanharia o portátil).

Como vemos, o projeto parecia bem promissor. Talvez até mesmo um concorrente para o conhecido Dingoo (se você ainda não conhece, aguarde que em breve eu farei um post sobre o Dingoo, possivelmente um review). Mas, como todos os projetos listados aqui nesta pequena série de posts, ele não foi pra frente. Motivos? Não há motivos aparentes. O site oficial do projeto (este aqui) agora redireciona pra um tal de Bob's game. Em 2011 houve até mesmo um vídeo comercial sobre o nD, que foi removido do YouTube, e apesar de não haver motivos oficiais sobre a não continuação do projeto, poderíamos nos estender listando vários.

O principal deles, talvez, seria a forma como os smartphones tomaram o mercado. Até mesmo os portáteis da Nintendo e Sony lutam pra sobreviver num mercado onde os jogos portáteis tem feito muito mais sentido em celulares, que são muitas vezes baratos e tem jogos mais baratos ainda (muitas vezes gratuitos ou a preços como US$ 1,99), sem falar nas variadas outras funções que um celular cumpre. É claro, há um publico fiel aos consoles portáteis, principalmente os fãs de Pokémon!, e por isso o Nintendo 3DS, por exemplo, ainda tem mercado, e certamente continuará tendo. Mas, infelizmente tocou mais no assunto nD, e ele se tornou mais um projeto que Não Foi Pra Frente.

Tem alguma sugestão de jogo para a Não Foi Pra Frente? Mande para redacao@sleopand.com o seu e-mail com a sugestão, que a gente até mesmo dá os créditos pra você quando formos postar, e até mesmo poderemos aumentar o número de posts da coluna e fazer com que ela deixe de ser temporária. Aguardamos o seu contato =D

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